sexta-feira, 13 de maio de 2016

Amanheceu o pensamento


Amanheceu o pensamento

 

         

“Baby compra o jornal e vem ver o sol. Ele continua a brilhar apesar de tanta barbaridade”

 

          E foi assim que amanheceu o dia na quinta-feira, 12 de maio de 2016. Incólume e impassível como acontece desde o princípio dos tempos. Pulei da cama com a música em mente e já liguei a televisão para acompanhar a votação do Senado sobre o impeachment da Presidenta. Ainda falavam os últimos oradores e com isso ganhei tempo para preparar o café e acordar os filhos e a esposa para assistirmos juntos aquele momento. Tirada uma foto daquele instante, encontraríamos a família toda aninhada na cama, ainda sonolenta, presenciando um episódio histórico para nosso país. Sentia uma enorme inquietação e ao mesmo tempo uma alegria pueril. Recordei-me do ano de 92 quando pintei o rosto de verde e amarelo e fui às ruas junto com amigos gritando pela queda do então Presidente. Um fato guardado em minha memória com muito carinho. À época achava que entendia o que estava fazendo, mas no fundo não passava de um Don Quixote a golear alguns moinhos. Agora me encontrava sobre mesma expectativa. Sob as mesmas circunstâncias históricas. Mas dessa vez em outro estágio de minha vida. Podendo estar junto com minha família. Podendo compartilhar com eles essa oportunidade única de testemunha ocular da história, independente do mérito do fato presenciado. Com certeza eles, os filhos, não conseguiram abarcar a grandeza desse momento, mas eu também não tinha conseguido entender por completo quando passei por ele em 92. Essa prelazia da experiência somente o tempo nos concede. Naquela época eu não passava de um estudante com sonhos em abundância e ações em carência. Hoje, assim como a ordem dos fatores sonhos e ações se inverteu, os papeis de pais e filhos também. Quando acabou a votação, até de forma um pouco decepcionante em vista do “espetáculo” dado na Câmara dos Deputados, um dos filhos questionou que podia ser feriado, pois se tratava de um dia muito importante. Consequentemente eles não precisariam ir à escola. Por um segundo internalizei aquela fala e lhe respondi muito calmamente que essa não era a melhor opção. Que na verdade tínhamos uma responsabilidade dobrada naquele momento. Que tínhamos obrigação de cumprir nossas funções. No caso trabalho e estudo. Que ambas ocupações eram importantes para o país. Mas que no final das contas, eles os estudantes, é que poderiam fazer todo aquele momento histórico funcionar de maneira efetiva. Mas para isso precisavam pensar. Pensar. E seguimos todos com nosso dia. Que amanheceu incólume e impassível como o faz desde o princípio dos tempos. Mas sempre com algo diferente. Não no dia. Mas nas pessoas. Como se naquele dia amanhecesse também o pensamento.

 

“Mas quem tem coragem de ouvir, amanheceu o pensamento. Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento. ”    

 

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 13 de maio de 2016


 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

a tocha da discórdia


A tocha da discórdia

         

         

Essa semana foi marcada, além da montanha russa da política nacional, pelo início do tour da tocha olímpica pelo país. E junto com seu trajeto começaram também as críticas. Vale o princípio da democracia e do contraditório não é verdade? Cada um com sua opinião e liberdade para expressá-la contanto que não ultrapasse o limite do próximo. Então, defendido esse princípio, vou expressar a minha opinião. Eu acho massa demais! Entendo o espírito olímpico como uma coisa bela e acho os jogos muito benéficos para a humanidade. Compreendo os argumentos que ressoam justificando não passarmos por um momento bom para sediar os jogos, visto que enfrentamos uma crise política, institucional e financeira. Mas lembro também que quando fomos escolhidos para sede, tanto da Copa quanto das Olimpíadas, passávamos por um momento diferente. Aliás, foi por ser a bola da vez mundial, que tivemos a escolha para os eventos agraciada. E não acho correto que refluamos desse compromisso acertado. Imagino que o mundo não veria com bons olhos também uma desistência nessa altura do campeonato. Isso geraria, com certeza, uma imagem bem pior para o Brasil do que a que estamos passando na atualidade. Tanto externa quanto interna. Existe também o argumento de que está se gastando muito dinheiro com os jogos e que grande parte das obras ficarão inacabadas ou abandonadas. Não refuto o fato. Realmente deverão ficar esqueletos das Olimpíadas pela cidade do Rio assim como ficaram, pelo país inteiro, as da Copa do Mundo de Futebol. Mas isso é culpa dos jogos olímpicos? Penso que não. Isso é responsabilidade nossa. Dos brasileiros. E não coloquemos também a culpa nos políticos, afinal eles não são extraterrestres que aportaram de outro planeta direto para nossa política. Eles foram colocados lá por nós. Representam a população brasileira. E tudo que executam é feito em nosso nome. Se abandonam as obras antes do seu término é porque a população é conivente com esses atos. É leniente. E o argumento de serem todos os políticos corruptos incitando o desinteresse de muitos pelo processo político só piora a situação pois deixa alguns guetos nadando de braçada pelo cenário nacional fazendo o que bem entendem. E isso tudo influi na nossa vida. Direta e indiretamente. Independente disso acho que poderíamos ser mais receptivos ao espírito olímpico. Talvez ele possa nos ensinar a olhar o lado positivo das coisas, pois é egresso de tempos de guerra e crises mundiais, mas mesmo assim continua com sua luz acesa. Espero sinceramente que esse fogo olímpico, representado pela tocha, ajude a aquecer o coração do brasileiro que anda cercado de frio pessimismo.          

           

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 06 de maio de 2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Terra à vista ou a prazo


Terra à vista ou a prazo

         

         

Caro Comandante da Nau Capitania São Gabriel

Don Pedro Alvares Cabral

 

          Aos vinte e dois dias do mês de abril do ano de um mil e quinhentos do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, venho reportar-me ao vosso comando visto que me foi concedida a honra da primeira inspeção às terras recém descobertas das Índias. Para tanto, faço a vossa senhoria um breve relato do que achei em terra. Hei de começar com o povo que me deparei. Pois que andam nu. Pasme vosso comandante que impressionei-me com a desavergonhança de se cobrirem minimamente as partes deixando toda a malevolência à mostra. Há de se considerar o calor infernal que se faz nessas paragens, mas acredito não justificar tamanha libertinagem. Creio que não será difícil negociar com eles visto que notei uma preferência por tudo que é de fora e um certo desdenho com as riquezas da terra. Resumindo meu comandante, são um povo rico. Abastado diria até, porém com aproveitamento de sobremaneira pífio diante de tanta riqueza. Acredito que alguns espelhos e artefatos de metal poderão seduzi-los em troca de ouro para pesar nos cofres de vossa majestade o Rei Manoel I “O Venturoso”. Estive com o líder deles que parece estar sofrendo de conspirações e insatisfação geral do povo. Pudera, meu altivo comandante, o sistema de organização desse reino que encontrei é por tanto bagunçado. A relação entre o cacique, pajé e seus conselheiros é por demais confusa e cheia de interesses escusos. Cada um tem sua função definida, mas ninguém cumpre à risca seus ditames funcionais, imiscuindo uns nos afazeres dos outros. Por conta disso creio que não será difícil cobrar impostos a Vossa Majestade visto que o povo daqui está acostumado com alta carga de tributos. Alguns que beiram a extorsão, mas pagos em régia concordância, logicamente com a evasão natural que é da sapiência de vossa senhoria. Penso até que o quinto cobrado em outras colônias de Vossa Majestade, aqui, não fará cócegas. Poderá gerar uma revolta aqui ou ali, mas sem graves consequências. Nada que alguns enforcamentos e feriados não possam resolver. Digo ainda que nessa terra se plantando tudo dá. Encontrei riquezas mil que poderão ser exploradas. Poderemos trazer para essas terras todas as culturas agrárias e creio podermos tornar essa colônia o celeiro da Europa. Só teremos que tomar cuidado com terras de oriente que tendem a comprar toda a produção por excesso de população em seus domínios. Porém julgo pertinente trazer outros povos para o trabalho braçal, pois que os habitantes da terra são indolentes e preguiçosos apesar de trabalharem de sol a sol. E sabes muito bem que não é dado um homem português de respeito ganhar o sustento com o suor do próprio rosto. Ao final de minha inspeção julgo que não chegamos ao destino almejado em planejamento de navegação, mas aportamos em terras mais prósperas e que entendo serem de grande valia ao estimado Rei de Portugal. O famoso atiramos no que vimos e acertamos o que não vimos. Recomendo ainda que permaneçam em quarentena nas caravelas até se acostumarem com o calor tórrido dos trópicos e possa dar tempo de arrumar a festa de recepção, à vossa altura, com os líderes locais. Mandarei alguns presentes para vosso regalo, incluindo algumas nativas avantajadas com nomes de frutas.

 

Espero contar sempre com sua mais alta estima visto quantos prestimosos serviços tenho resignado ao vosso comando. Inclusive com retribuição em pecúlio caso seja de vossa concordância.

 

Do seu leal servo

 

Pero Vaz de Caminha

 

 

ps. Mantenham as mangas compridas de veludo pois existe nessas terras um inseto que anda a picar nossos patrícios levando-lhes doenças com agruras terríveis cujos nomes não consigo pronunciar.          

 

           

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 22 de abril de 2016

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Nunca antes na História desse país...


Nunca antes na História desse país...

         

         

Entre verdades e mentiras da política do nosso país, tenho escutado com muita frequência, de pessoas muito próximas, lamentos pessimistas. Do tipo “não está mudando nada” ou “não estamos avançando”. E minha reação diante disso é de sincera perplexidade, pois na minha opinião estamos vendo acontecer fatos inimagináveis tempos atrás. Chego a confessar que pensei não estar vivo para presenciar certos acontecimentos ocorridos nos últimos dois anos. Alguém imaginou ver na cadeia e respondendo processo os presidentes e principais executivos das maiores empreiteiras do país? Não estou entrando no mérito sobre o desfecho desses processos, mas no ineditismo do encarceramento de empresários cujas famílias influenciam e mandam nesse país desde a época da proclamação da república. Alguém imaginou em sã consciência ver os assuntos de boteco migrarem de futebol para política? E com torcidas arraigadas e por vezes radicais. Está certo que houve épocas de maior ufanismo partidário, mas nunca com essa abrangência nacional que estamos presenciando nos dias de hoje. Alguém imaginou que algum dia a TV Câmara e os votos dos Ministros do STF tivessem tanta audiência? E olha que até pouco tempo atrás contava-se nos dedos quem sabia o nome de algum ministro do STF. Hoje chamamos pelo nome completo, sabemos quem indicou e que linha decisória toma nos votos. Até os gostos pessoais dos “velhinhos” do supremo o povo anda sabendo. Vocês acham que já acabou o ineditismo? Enganaram-se! Alguém aí tem recordação da Câmara dos Deputados trabalhar tanto? É sessão começando cedo e terminando de madrugada e comissão reunindo dia de segunda e sexta. E votação no domingo? Alguém imaginou isso? Se contasse esse fato alguns anos atrás, capaz das pessoas rirem de rolar no chão. Quer outra? Já foi difícil imaginar um metalúrgico saído das bases da sociedade e uma mulher que pegou em armas chegar ao cargo máximo do executivo. Agora alguém faria previsão certeira de que eles dançariam conforme a música política tocada no país e pior, pasmem, fariam história no campo da corrupção sistemática? Alguém imaginaria, sem ser chamado de louco, que a dita esquerda do país daria aula de tráfico de influência à agora ingênua direita? Olha que se diante desse cenário todo alguém ainda disser que nada nesse país mudou, aí podemos realmente inverter a alcunha de louco e de pessimista. Se são mudanças e fatos duradouros não consigo precisar, só sei que nunca antes na História desse país...

 

 

           

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 15 de abril de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O plágio


O plágio

         

 

Paulo Roberto Costa, Cerveró,

Alberto Youssef, Jorge Zelada e Pasadena.

Renato Duque, Vaccari Neto,

Odebrecht, Aletheia e Abreu e Lima...

 

E a Petrobrás ainda lucra?

 

Camargo Correia, OAS,

Pixuleco, Xepa e Sergio Moro.

Janot, Teori Zavascki,

Tríplex, Atibaia e Lava jato...

 

E o povo ainda luta?

 

Renan Calheiros, Eduardo Cunha,

Michel Temer e Dilminha.

Lula, Erga Omnes,

Acarajé, Aécio e Lulinha...

 

E você ainda escuta?

 

Chikungunya, Dengue,

H1N1, Zica e Microcefalia.

Desemprego, recessão,

Retração, pedaladas e paralisia...

 

E o pulso ainda pulsa?

 

 

(qualquer semelhança com a música do Titãs é mero plágio)

           

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 08 de abril de 2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Verdades e mentiras


Verdades e Mentiras

         

         

Hoje faz exatos 52 anos de um fato histórico que mudou os rumos do país. Passado todo esse tempo, deveríamos poder tecer reais e exatas análises sobre as consequências benéficas e maléficas do fato. E mesmo “com esse tempo todo” ainda guardamos imprecisões e divergências de opinião sobre alguns efeitos do citado fato. Revolução ou Golpe de Estado? Governo ou Ditadura? Milagre econômico ou Propaganda Militar? Castração da Democracia ou Preparação para Democracia? 31 de março ou 1º de abril? Entendo que para a maioria das pessoas, que se dispõe a pensar sobre o assunto, as conclusões levam para um mesmo rumo. Uma opinião convergente guardadas as margens de erro. Restam as vozes dissonantes que ecoam como em todo assunto de grande vulto e importância. O desvio padrão. Mas o que resta de mais importante nesse momento, talvez não sejam essas perguntas que foram feitas anteriormente, sendo-as essenciais mais para os livros de História. O que restam de perguntas imediatas seriam: O que os fatos ocorridos há mais de meio século podem nos ensinar sobre como lidar com o que enfrentamos hoje? Será que nossa democracia está suficientemente madura para prescindir dessa “proteção” militar que ocorreu em 64? Estarão nossas instituições fortalecidas para gerir um processo de crise política/financeira sem perder a razão democrática que regem suas funções? Mesmo não respondendo de forma cabal a todas essas perguntas, vejo que as respostas tendem a mostrar uma diferença substancial entre os tempos propostos. 2016 não é 1964. Os nossos problemas e soluções parecem ser diferentes. O Brasil parece ser diferente. Talvez a síndrome do “gato escaldado” remeta memórias não muito agradáveis e o torturado mostre medo da faca de cozinha por lembrar do uso torto e vil, mas entendo que uma análise pragmática dos fatos nos mostre que é só trauma mal curado. Nada mais que isso. Reminiscências de falta de luz em porões da repressão. Mas mesmo diante dessa conclusão, não nos é autorizado negligenciar a missão de continuar no amadurecimento democrático e institucional de nosso país. Pelo contrário, nos impõe uma responsabilidade maior por não almejarmos retornar em tão recente cadafalso. A corda ainda doí ao pescoço. Posso estar enganado? Claro. O passado sempre pode se repetir. Basta que o povo se repita. Mas hoje sinto uma paz no coração que alenta minhas palavras e meus pensamentos. Pressinto que nesse dia 1º de abril tão significativo restarão no final mais verdades do que mentiras.        

              

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 01 de abril de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Reset


Reset

         

          Sabe quando um aparelho está dando problema ou um computador está lento demais e ligamos na assistência técnica e a primeira coisa que eles nos perguntam é se realizamos o reset? Tipo tirar o plugue da tomada contar até dez (lentamente) e religar? Pois, por incrível que pareça a simplicidade, essa solução consegue resolver a grande maioria dos problemas com eletrônicos. O motivo do porquê isso ocorre eu não saberia explicar. Diríamos que seria quase uma solução mágica. Pois bem. Acho que nosso país estava precisando desse reset. Puxar da tomada e religar. Reestabelecer padrões do fabricante. Retomar programas antes esquecidos ou deletados como o CRESCIMENTO.EXE e o IDH.EXE. Fazer up grade em outros como DEMOCRACIA.EXE e ECONOMIA.EXE. Mas principalmente passar um potente antivírus. Daqueles que protegem máquinas de instituições financeiras. Mas não só para remover arquivos do tipo PRESIDENTE.TXT. Aliás se tirarmos esse arquivo pode ser que aplicativos como PRESIDENCIALISMO.EXE não funcionem. Tá certo que podemos substituir pelo PARLAMENTARISMO.EXE ou até mesmo o ultrapassado MONARQUIA.EXE, mas esse não é o problema. O sistema todo está entrando em colapso. Precisaríamos fazer uma limpeza geral nas principais pastas do sistema. Na raiz do disco rígido. EXECUTIVO.EXE, LEGISLATIVO.EXE, JUDICIÁRIO.EXE,  e porque não CIDADÃO.DOC. Aliás é desse arquivo mãe que todos os outros são gerados. Esse antivírus deveria eliminar também programas nefastos para nossa máquina. CORRUPÇÃO.EXE, INFLAÇÃO.EXE, PEDALADAS.EXE. Instalar aplicativos para melhorar o desempenho como REFORMA_POLÍTICA.EXE, REFORMA_TRIBUTÁRIA.EXE e REFORMA_PREVIDENCIÁRIA.EXE. Se tudo isso rodasse, com certeza teríamos uma máquina de primeiro mundo. Porém como muitos sabem e outros desconfiam, o país não tem botão de reset, e nem mesmo plugue para que possamos puxar da tomada. Seria fácil se fosse assim. Mas não o é, apesar da grande maioria dos usuários acreditarem e cultivarem essa esperança na solução mágica. O que não verdade resolveria todos os problemas de nossa máquina em frangalhos seria um aplicativo simples. EDUCAÇÃO.EXE. Mas não é aquele tipo trial que contém só as matérias básicas. É a versão completa que inclui entre outras coisas arquivos como CONCEITOS.DOC, CIDADANIA.TXT e CARÁTER.JPG. Mas aí vem o grande limitador dessa versão completa. Ela não atua na máquina instantaneamente. Demora um tempo pois vai, arquivo por arquivo, modificando a maneira de atuar de cada um. E os arquivos modificados recebem a missão de serem multiplicadores dessa mudança, que vão atuando em proporção geométrica invadindo o HD, até que tenhamos um país resetado e novamente pronto para uso. Pensemos.   

              

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 18 de março de 2016