sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ser ou não ser Charlie. Eis a questão


Ser ou não ser Charlie. Eis a questão

                

Há os que, incondicionalmente, são Charlie.

Há os que, intencionalmente, são Charlie.

Há os que, radicalmente, não são Charlie.

Há os que, ironicamente, fazem o Charlie.

Há os que, drasticamente, perderam no Charlie.

Há os que, expressivamente, empunharam a bandeira Charlie.

Há os que, ignorantemente, ligam Snoopy a Charlie.

Há os que, confusamente, preferem o balde de gelo à Charlie.

Há os que, ingenuamente, desconhecem Charlie.

Há os que, sanguinariamente, amputaram Charlie.

Há os que, diplomaticamente, permaneceram em cima do muro sobre Charlie

Há os que, astutamente, embarcaram em Charlie.

Há os que, etilicamente, beberam por Charlie.

Há os que, majestosamente, não gostam do Príncipe Charlie.

Há os que, solidariamente, deram as mãos pelo Charlie.

Há os que, comovidamente, prestaram homenagens ao Charlie.

Há os que, messianicamente, não gostam da maneira de Charlie.

Há os que, exaustivamente, se cansaram de Charlie.

Há os que, analfabeticamente, não sabem escrever Charlie.

Há os que, silenciosamente, choraram por Charlie.

Há os que, ruidosamente, gritaram por Charlie.

Há os que, islamicamente, condenaram o Charlie.

Há os que, socialmente, “instagramaram” sobre o Charlie.

Há os que, jornalisticamente, capitalizaram com o Charlie.

Há os que, indevidamente ou não, falaram sobre o Charlie.

Há inúmeras opiniões sobre o Charlie.

Há inúmeras opiniões.

Há que haver tolerância.  

Ah! Eis a questão.

 

 

Guilherme Augusto Santana

Goiânia, sexta feira 16 de janeiro de 2015

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